O Vitória venceu o Deportivo da Corunha por 2-0, em jogo de preparação. Foi bem melhor o resultado do que a exibição, numa partida com poucos motivos de interesse. Ainda assim saliente-se o facto de o Vitória ter sido muito superior ao 7º classificado da última edição do melhor campeonato do mundo.
Os golos brancos foram apontados por Douglas e Moreno, ambos na segunda parte.
Vitória: Serginho, Andrezinho, Sereno, Gustavo, Milhazes, Flávio, João Alves, Desmarets, Nuno Assis, Rui Miguel e Douglas.
Jogaram ainda: Moreno, Alex, Custódio e Jorge Gonçalves, Targino, Roberto, Marquinho, Tiago Alencar, Mendieta e Carlitos.
Corunha: Aranzubia, Filipe, Zé Castro, Lopo, Riki, Pablo Alvarez, Laure, Guardado, Alex Bragantiños, Valerón, Juan Rodrigues.
Jogaram ainda: Ivan Perez (37) Sergio, Angulo e Manuel Pablo (45). Lafita e Bodipo.
Primeiro a esperança do Paços, depois a pontaria dos israelitas e as más decisões do árbitro. A equipa de Paulo Sérgio voltou a perder com o Bnei Yehuda (1-0) e está fora do play-off de apuramento para a fase de grupos da Liga Europa. Uma despedida sem golos e sem brilho, já que o adversário do Paços não precisou de forçar muito para ganhar outra vez.
Exemplo flagrante foi o desperdício de Leandrinho logo a abrir. Completamente sozinho na área, o avançado do Paços foi cabecear por cima e desperdiçar a jogada que poderia ter restabelecido a igualdade na eliminatória. Outro exemplo foi o lance em que os israelitas se colocaram à frente no marcador, deixando em estado de choque os poucos adeptos que se deslocaram ao Estádio D. Afonso Henriques. Galvan fez o que quis no seu corredor, passou por dois pacenses como que a brincar e meteu na área, onde o avançado Atar rematou sem hipóteses de defesa. Antes, um corte defeituoso da defensiva pacense já tinha dado asas aos israelitas e assustado de morte o guardião pacense. O golo só não aconteceu nessa altura porque Zahiri tinha as chuteiras desafinadas.
Depois do intervalo, o Paços cresceu. E até se estendeu melhor no terreno, preferencialmente pela direita, com o lateral Baiano a sair do meio-campo para a sua posição natural e a mostrar-se muito interventivo. Entrou William, entrou Carlitos e a equipa passou a atacar com quatro homens.
Cristiano também apareceu mais junto à baliza – rematou duas vezes - , depois de uma primeira parte a leste do jogo, a acusar a falta de rotinas no onze titular. O grande problema foi a muralha defensiva dos isarelitas. Mesmo sem deslumbrar, a defesa não comprometeu nos momentos de maior pressão do Paços, revelando mais maturidade e mais cérebro até ao fim. Não será à toa que o Bney Yehuda soma seis jogos com a folha limpa, sem sofrer um golo.
O árbitro destacou-se num encontro que encerra uma jornada europeia negativa para os portugueses. Cartões a mais e faltas a mais a penalizarem as duas equipas, sobretudo o Paços de Ferreira. De realçar uma falta tirada a Cristiano antes do intervalo, quando o avançado se preparava para ficar isolado.
Fora do estádio, o destaque foi outro. Uma “manif” pró-Palestina esperou a chegada do autocarro da equipa israelita e atraiu as atenções dos vimaranenses que circulavam em redor do Estádio D. Afonso Henriques.
Ficha de jogo
P. Ferreira, 0
Bnei Yehuda, 1
Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães
Assistência cerca de 1000 espectadores
Paços de Ferreira Cássio 5; Anunciação 5 (Carlitos 5, 63’), Ozeia 5, Kelly 5 (Rondon 5, 72’), Jorginho 5; Olímpio 5, Pedrinha 5; Baiano 5, Leandrinho 5 (William 5, 46’), Cristiano 5; Romeu Torres .
Bnei Yehuda Ayenugba 6; Azuz 6, Din Mori 6, Ivan Garrido 6, Kfir Edri 6; Radi 6, Abu-Zaid 6, Galvan 7 (Afek 6, 66’); Zahiri 6 (Linic 6, 74’), Baldut 6, Atar 7.
Árbitro Aleksandar Starev 4, da Macedónia.
Amarelos F. Anunciação (28’); Atar (28’); Ozeia (40’); Kell (50’); Cristiano (53’); Din Mori (64’); Edri (80’).
Golo 0-1, por Atar, aos 30’.
In: Público

O Paços de Ferreira volta esta quinta-feira a jogar no Estádio do Vitória, na tentativa de seguir o seu caminho para entrar na novel Liga Europa. A equipa pacense está em desvantagem na eliminatória depois de ter perdido em Israel por 1-0.
Diante do Bnei Yehuda, a equipa lusa está por isso obrigada a ganhar, e de preferência sem sofrer qualquer golo, caso contrário a tarefa complica-se já que tem de conseguir uma vantagem de golos superior a dois.Paulo Sérgio deixou elogios ao adversário, que considerou uma "equipa boa e bem estruturada", e lembrou o "perigo" de um golo marcado fora, uma hipotética vantagem que a equipa lusa não conseguiu em Israel, embora considere que "a eliminatória continua em aberto".
Paulo Sérgio, o técnico dos castores, já disse que: "O que servia para nós serve para eles (golos fora) e por isso o jogo será difícil e perigoso. Vamos ter de fazer um jogo completo, do primeiro ao último minuto, sabendo que poderá ter 120 minutos, e jogar com equilíbrio, organização, mas também arrojo", disse.
Os atletas Carlitos e William, ausentes por lesão do jogo da primeira "mão" (derrota por 1-0 em Israel), estão recuperados e são opções para o ataque, numa equipa "menos desgastada" e que vai ter de marcar dois golos, sem sofrer, para resolver a eliminatória no tempo regulamentar.
Os responsáveis da equipa da Capital do Móvel apelam uma vez mais para a presença do público no Estádio do Rei, mas a adesão dos vitorianos deverá, à semelhança do jogo da última eliminatória, ser residual.
O jogo principia às 21h00, e será arbitrado pelo macedónio Aleksandar Stavrev.
O Vitória volta a jogar nesta pré-época na próxima sexta-feira à noite no Estádio D. Afonso Henriques, diante do Deportivo da Corunha.
Ficha de jogo
Jogo no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.
Assistência 18.720 espectadores
V. Guimarães Nilson; Alex, Sereno, Moreno, Milhazes; Flávio Meireles, Custódio, Desmarets, Rui Miguel, Nuno Assis e Douglas. Jogaram ainda Targino, Roberto, Jorge Gonçalves e João Alves.
Benfica Moreira; Patric, Luisão, David Luiz, Shaffer; Carlos Martins, Yebda, Urreta; Weldon, Nuno Gomes, Fábio Coentrão. Jogaram ainda Ruben Amorim, Aimar, Di María, Saviola, Cardozo, Miguel Vítor, Javi Garcia e Sidnei.
Árbitro Jorge Sousa (Porto)
Amarelos Milhazes (29’) e Luisão (29’), Carlos Martins (59’), Nuno Assis (62’) e Nilson (65’).
Golos 1-0, por Weldon, aos 39’; 2-0, por Ruben Amorim, aos 65’.
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) já definiu o lote de cidades e estádios a incluir na candidatura ibérica à organização do Mundial de 2018. Os estádios de Braga, Porto (Dragão), Lisboa (Luz e Alvalade) e Algarve são os locais escolhidos, dos quais dois necessitam de obras de ampliação, para cumprirem o requisito da lotação mínima exigida pela Federação Internacional de Futebol (FIFA), que é de 44 mil lugares.
Dos dez estádios construídos para o Euro 2004, apenas três (Luz, Alvalade e Dragão) cumprem esse requisito e, por essa razão, "seriam sempre opção", sublinhou Onofre Costa, porta-voz da FPF e director de comunicação da candidatura portuguesa. Isto porque há um compromisso do lado português - "investimentos mínimos em estádios".
Já Braga e Algarve entram no lote porque "houve por parte daqueles uma manifestação de interesse em participar no projecto", explicou o mesmo responsável ao PÚBLICO. Ambos terão, porém, de sofrer ampliações (ver coluna ao lado). Os anteprojectos de ampliação terão de ser entregues até ao fim do mês de Novembro, segundo o calendário referido pela FPF, num ofício enviado à Câmara de Braga, a única a ser contactada por escrito.
De fora ficam, assim, os outros cinco estádios construídos para o Euro 2004: Guimarães, Bessa, Aveiro, Coimbra e Leiria. Nenhum destes municípios demonstrou interesse, e nenhum foi sondado pela FPF, segundo disseram responsáveis das diferentes autarquias ao PÚBLICO. Onofre Costa explicou, por seu lado, que a FPF "falou com aquelas que, numa fase inicial, mostraram interesse".
O presidente da Câmara de Loulé e actual líder da sociedade gestora do estádio do Algarve, Seruca Emídio, confirmou que a FPF contactou "informalmente" os responsáveis algarvios, no sentido de aquela infra-estrutura integrar a candidatura luso-espanhola. A sugestão, disse o autarca, foi "recebida com agrado", mas uma coisa ficou clara: "As câmaras - Loulé e Faro [responsáveis pela gestão da infra-estrutura desportiva] - não estão em condições de suportar financeiramente as obras de adaptação". O autarca espera, no entanto, que seja possível encontrar "uma engenharia financeira para que o Algarve não fique fora do Mundial".
"Já foram dadas indicações para contactar o autor do projecto do estádio a fim de avaliar as necessárias adaptações", adiantou o autarca, salientando que as bancadas norte e sul são "provisórias" e que está prevista a construção de um hotel para estágios nesse local. Um investimento que poderia "contribuir para a operação financeira a realizar".
Quanto ao estádio de Braga, a solução deve passar pela colocação de uma bancada amovível. Porém, o município bracarense "aguarda pelo fim das férias para estudar a melhor solução com o arquitecto", referiu João Paulo Mesquita, assessor da autarquia presidida por Mesquita Machado, ex-presidente da Assembleia Geral da FPF, que foi a primeira entidade a oficializar o seu interesse na candidatura, por decisão camarária aprovada na última quinta-feira.
Do lado espanhol, segundo a FPF, há 23 estádios interessados. As duas federações terão de se entender sobre os dez a 12 a incluir na candidatura ibérica. Na melhor das hipóteses, haverá cinco portugueses.
in: Público